São dilatações anormais do vaso sanguíneo, que pode acometer tanto as artérias quanto as veias em decorrência do enfraquecimento e remodelamento da sua parede, podendo acontecer em qualquer vaso do nosso corpo.
Os aneurismas arteriais, afetam mais os homens do que as mulheres sendo até 4x mais prevalentes nos homens, mas diversos fatores estão associados com sua ocorrência como:
– Idade acima de 60 anos
– Tabagismo
– Hipertensão arterial
– História familiar, principalmente em familiares de 1° grau
– Aumento de colesterol
– História familiar da doença
Os aneurismas quanto a característica anatômica de formato podem ser divididos em dois tipos principais, os saculares no qual a dilatação ocorre em uma das paredes do vaso e os fusiformes no qual a dilatação acontece em todas as paredes do vaso. Os fusiformes devem ser avaliados quanto ao tamanho e complicações que direcionam o tipo de tratamento, já os saculares geralmente requerem intervenção cirúrgica independente do tamanho, pelo risco de ruptura.

Aneurisma de Aorta
O Aneurisma de aorta acaba tendo grande destaque por esta ser a artéria que transporta a maior quantidade de sangue do corpo e pelo risco de sua ruptura sem sintomas prévios que, muitas vezes acaba sendo fatal em 90% dos casos. Por isso a importância da identificação e tratamento precoce da doença.

Como diagnosticar?
Na maioria dos casos os aneurisma de aorta não causam sintomas e o diagnóstico acaba sendo feito ao acaso, através de exames feitos para pesquisas de outras doenças.
Dependendo do tamanho do aneurisma alguns pacientes relatam que sentem outro coração batendo no abdome. Nos casos de ruptura pode ser observado uma forte dor súbita no abdome com irradiação para as costas geralmente no lado esquerdo.
Além do exame físico criterioso com direcionamento da pesquisa da doença aos que apresentam fatores de risco, o rastreamento para diagnóstico de aneurisma poderá ser feito em homens acima de 65 anos com relato de tabagismo, através de ultrassonografia com doppler de vasos abdominais.
Outros métodos complementares de exames de imagem como tomografia computadorizada e até métodos mais invasivos como as arteriografias podem ser feitos para melhor avaliar a doença e/ou melhor direcionar a sua programação cirúrgica.
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Como fazer para tratar o Aneurisma?
O tratamento é sempre individualizado, dependendo da localização, do tamanho e do estado clínico do paciente.
O risco de ruptura do aneurisma, complicação gravíssima da doença, está diretamente associado ao seu diâmetro transverso, a velocidade de crescimento, doenças cardíacas e pulmonares associadas, mas nem sempre o tratamento cirúrgico será necessário, porém quando indicado, utiliza-se preferencialmente técnicas endovasculares menos invasivas como a colocação de endopróteses ou embolizações.

Procure um cirurgião vascular para o diagnóstico precoce e para o melhor tratamento da sua doença.